No galinheiro existe uma líder, que procura a liberdade do bando. Tem o sonho e objectivo de escapar e encontrar um lugar onde “a relva é mais verde”, e existe a segurança que necessita. Ela nunca lá esteve, mas acredita na existência de tal lugar e fez o bando acreditar, motivando-o assim para a fuga. Seria fácil para ela escapar, se o tentasse sozinha, mas ela quer que todas as galinhas escapem com ela. Não pretende apenas o benefício próprio, quer o bem para o grupo que lidera e não deixará ninguém para trás!
Para isso congeminou e elaborou vários planos de fuga onde ela assumiu papel de liderança e, quando correram mal, pagou pelo falhanço de forma individual na “solitária”, assumindo o ónus da culpa e liderando por exemplo.
No decorrer de todo o planeamento da fuga, havia também necessidade de cumprir outro objectivo: todas deveriam continuar a pôr ovos, para manter o “regime” satisfeito e não perder elementos, que seriam mortas se improdutivas. Também neste campo ela mantinha-as controladas e motivava-as como podia.
Aquando da chegada do galo, que ela pensava poder voar, imaginou mais um plano de fuga. O objectivo seria voarem todas por cima da cerca, ensinadas pelo galo voador. Mas todos sabemos que as galinhas não voam… Ela também sabia! Mas a pantomina criada pelo galo e talvez a desesperança por a situação na quinta estar a piorar, levou-a a estabelecer este plano incompreensível! Uma má decisão da líder que levou à perda de tempo...
Fugiu o galo à responsabilidade e ela percebeu o seu equívoco. Mas das fraquezas se fazem forças e ela, como Fénix revivida, ganha nova causa e, de uma ideia brilhante surgida quase sem querer, coloca em marcha o plano derradeiro para a fuga das galinhas. Um líder nunca desiste… Convoca todo o bando e explica o objectivo a atingir, delega e partilha responsabilidades, negoceia pelos materiais, e convence e motiva todo o bando a embarcar neste projecto. Com o tempo a urgir, o bando faz um verdadeiro esforço de equipa e just in time terminam o veículo de fuga.
Durante a fuga, problemas criados pelo “regime” obrigam a líder a chamar a si a responsabilidade de todos conseguirem fugir. É necessário sair do aparelho para recolocar a rampa que os lançará na liberdade, o que significa ficar para trás. Sacrificar-se-ia pelo bem de todos, mas... Resolveu o problema ajudada pelo galo intrujão que, pesaroso, voltou em auxílio. Mas a sorte bafeja os intrépidos e audazes… Num golpe do acaso, salvam-se os dois conseguindo embarcar. Fuga bem sucedida!!!
Transcrevo para aqui o que comentei no teu facebook... Acrescentando que 'o galo' seremos nós quando fizermos revolução.
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